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February 17 SOBRE MEIOS E CÍRCULOS...
"entre o fim do começo e o começo (A Partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora, 7Letras, 2008)
coisas que giram e andam em círculos e os círculos dentro dos circuitos das voltas que o mundo dá
(entendem-se as voltas e os recomeços e todas as outras coisas que andam juntas e agarradas)
a vantagem dessas coisas circulares é que elas não tem lados e sempre se pode segurar em qualquer ponto do trajeto
entendo melhor a vida em círculos do que viver pelos quadrados chorando pelos cantos
February 06 SOBRE A NATUREZA DA ARTE...
“Mas ainda mais raro, particularmente na época moderna, é quando um artista é capaz de penetrar-se na profundidade dos objetos, bem como na profundidade de sua própria mente, a fim de produzir em suas obras não apenas algo que faz efeito de maneira leve e superficial, mas, em competição com a natureza, algo de espiritualmente orgânico, de modo que possa dar à sua obra de arte tal conteúdo, tal forma que faça com que a obra pareça ao mesmo tempo natural e além do natural.” Propileus* – introdução, S.W. Goethe
respostas da natureza que os homens deveriam ter:
a natureza nunca é enferma - simplesmente morre - a natureza ao contrário dos homens não adoece.
o que é natural tem flexibilidade movimento e adaptação.
February 05 SOBRE MUDANÇAS E DESEJOS...
"As mudanças virão e serão profundas", me diz minha amiga Alice Ruiz, que conhece os trânsitos astrológicos, coisa que eu não manjo bulhufas. "Tenha paciência, aguente o tranco. E dê um sorriso, ainda que amarelo". "É tudo o que eu preciso.Voltar a ser mais moleque, como eu era antes", respondo. "A poesia agradece", me diz Alice.” http://zonabranca.blog.uol.com.br
A FALTA QUE UMA FLOR ME FAZ
não quero mais pingüins na imaginação nem eternos verões a pino não quero passar vergonha em fila de banco nem ficar branco de susto dentro do cinema e engasgar com a pipoca que anda um absurdo de tão cara (já viu o preço do refrigerante de zero caloria?) não quero mais ouvir falar em crise e procurar saber porque há tanta falta de flores nas floriculturas aqui perto de casa (há falta de flores em todo lugar nessas urbanidades) não quero mais ter que pensar em dinheiro fazendo os cálculos já para o mês seguinte não quero ter muito requinte, mas também não quero ficar sem algumas preciosidades: o tato e a boca querem conforto vezenquando.
não quero ficar sem meus livros não quero perder algo sem aviso não quero ficar sozinho não quero brigar com meu vizinho quero uma vida em paz e um dia ainda se eu puder quero é poder viver bem tranqüilo com os pingüins, os verões, os bancos de praça ou não, os cinemas, a pipoca, o refrigerante de caloria zero, as minhas crises e outras, as flores e as floriculturas, o dinheiro e os cálculos, os poucos requintes e as preciosidades, os livros, os avisos, os vizinhos, a solidão, o tato e a boca fechada porque já falei e escrevi muito. tenham um bom dia e passar bem.
February 02 SOBRE AS SENSAÇÕES DESUMANAS...
“apagar-me diluir-me desmanchar-me até que depois de mim de nós de tudo não reste mais que o charme” Paulo Leminski
eu vivo com uma sensação uma espécie de ódio mas é um ódio que não mata nem cura
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