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    April 27

    SOBRE O AMOR E OS INFINITOS...

     

    “A mariposa sob as goteiras
    com asas como
    a casca de um tronco, estende-se

     

    e o amor é uma curiosa
    coisa suavemente alada
    imóvel sob as goteiras.”

    Prelúdio ao Inverno - William Carlos Williams -  Tradução de José Lino Grünewald

     

     
     

    INFINITO-ME

     

    eu não tenho nada com isso até o infinito

    dos dicionários

    dos exageros

    e outras coisas sem fim

     

    penso nas coisas de olhos fechados

    que é para que as coisas não tenham nem começo

    - no escuro não se vê nem o meio

    quanto mais o fim

     

    esses infinitos são absurdos científicos

    que a física quântica

    tenta que tenta explicar e só consegue

    espaços com horas vazias

    e raciocínios na dobra do tempo perdido

     

    melhor que as coisas infinitas sejam bem ditas

    e muito mais percebidas

    por outros sentidos e fala e língua e olho e fato e pele

     

    apelar pro infinito desses sentidos

    faz mais sentido

    que todos os outros infinitos

    científicos

    juntos

     

    eu não tenho mais paciência para certos cálculos sentimentais...